Daqui cem anos não importará:
o tipo de carro que dirigi,
o tipo de casa que morei,
o tipo de roupas que vesti e
nem quanto eu tinha depositado no banco.

Mas o mundo poderá estar um pouco melhor, isso porque:
fui importante na proteção da vida e na formação de pessoas: fui BIÓLOGA, fui PROFESSORA.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

História da Pirâmide Alimentar


Pirâmide Alimentar

Para facilitar divulgação e a compreensão por parte da população dos conceitos básicos de alimentação adequada e equilibrada, os nutricionistas desenvolveram uma forma gráfica de distribuição dos alimentos na dieta que pudesse servir como um Guia Alimentar na hora da escolha dos alimentos que vamos consumir.

Existem vários modelos de Guias Alimentares, alguns em forma de gráficos arredondados, como a Roda de Alimentos de Portugal ou o Guia Alimentar Canadense, mas a grande maioria é mesmo em forma de pirâmide, sendo os mais famosos a Pirâmide Norte-Americana, Mayo Clinic, Pirâmide Funcional, Dieta Mediterrânea, Pirâmide Vegetariana, Pirâmide Odontológica, e, mais recentemente, a Pirâmide de Harvard. Todos esses modelos são baseados nas Leis da Alimentação de Pedro Escudeiro e têm como objetivo reduzir o risco de doenças crônicas e da obesidade, demonstrando que a escolha dos alimentos deve obedecer a regras de VARIEDADE, MODERAÇÃO e PROPORCIONALIDADE.
Roda de Alimentos de Portugal Guia Alimentar Canadense Pirâmide Norte-Americana
Aqui no Brasil, num primeiro momento, foi utilizada a Pirâmide Alimentar proposta nos Estados Unidos. No entanto, havia muitas diferenças entre os dois países nos tipos de alimentos consumidos e também no modo preparação dos alimentos. Então, em 1999, a pesquisadora Sonia Tucunduva Philippi e sua equipe publicaram na Revista de Nutrição o artigo "Pirâmide alimentar adaptada: guia para escolha dos alimentos"(*), propondo um instrumento de orientação nutricional muito mais adequado aos hábitos alimentares do grupo populacional brasileiro do que a pirâmide norte-americana. Esta nova pirâmide foi dividida em 8 grupos alimentares apresentados em forma de quantidades mínimas e máximas de porções diárias a serem consumidas.

Pirâmide brasileira

Observando o desenho da Pirâmide Alimentar Adaptada, podemos perceber que ela foi concebida com 4 níveis:


- Na base da pirâmide está o grupo dos Cereais (pães, arroz, batata, mandioca, milho, etc.), alimentos fonte de energia e que devem ser consumidos em maior quantidade - 5 a 9 porções por dia.

- No 2º nível, estão os grupos das Hortaliças (4 a 5 porções por dia) e das Frutas (3 a 5 porções por dia), alimentos que existem em abundância no nosso país, ricos em vitaminas e minerais e que, junto com os cereais, devem compor cerca de 55% do valor calórico total da dieta.

- No 3º nível temos 3 grupos alimentares: grupo do Leite e Produtos Lácteos (3 porções por dia), grupo das Carnes e Ovos (1 a 2 porções por dia), e o grupo das Leguminosas, onde enquadra-se o feijão (1 porção por dia). Os alimentos de origem animal como os derivados do leite e as carnes são ricos em proteínas, mas também contêm grande quantidade de gordura e devem ser consumidos com mais moderação, cobrindo de 10 a 15% do valor calórico total da dieta. O grupo das leguminosas foi criado especialmente para a Pirâmide Alimentar Adaptada, já que faz parte do hábito alimentar do povo brasileiro a ingestão diária de feijão acompanhado de arroz, uma mistura nutricionalmente positiva e que contribui com uma parte importante para o consumo de proteínas.

- No topo da pirâmide estão os grupos dos Óleos e Gorduras e Açúcares e Doces. Por serem considerados alimentos de alta densidade energética, ou simplesmente muito calóricos, o consumo destes dois grupos alimentares deve ser evitado; ainda lembramos que durante a preparação dos alimentos, produtos como o óleo de soja e o açúcar são acrescentados, fazendo que a ingestão de 1 a 2 porções por dia (recomendado para cada um dos grupos) ocorra sem que percebamos.

Agora que você já conhece a Pirâmide Alimentar Adaptada ficará ainda mais fácil escolher o que você vai comer, não é mesmo? Os cereais, as frutas e hortaliças devem compor mais da metade do total da dieta; carnes, ovos e derivados do leite devem ser consumidos com moderação; óleos, gorduras, açúcares e doces devem ser evitados.

Mais algumas recomendações:

- Beba muita água - algo em torno de 2L (ou 10 copos pequenos) por dia ;

- Alimente-se de 3 em 3 horas e faça 6 refeições por dia - café-da-manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia;

- Tenha uma alimentação variada, consuma alimentos de todos os grupos alimentares diariamente;

- Prefira os pratos assados, cozidos a vapor, grelhados ou os alimentos in natura, muito mais saudáveis;

- Adquira o hábito de ler os rótulos dos produtos e evite aqueles com grande quantidade de gorduras, açúcares e sódio (sal) - alimentos industrializados;

- Evite o consumo de bebidas alcóolicas.

Fonte: Bem Nutrido

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